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sábado, abril 22, 2006

romeu + julieta (parte II)



Retomamos o palco.. silêncio!


Cena 4
De madrugada. Romeu invade o quarto de Julieta.

Julieta: (grita assustada) Ahhhh.. quem vem lá?
Romeu: (da penumbra) É o monstro das bolachas.. buuuuu..
Julieta: Oh! Romeu! Que susto... Acho que você está a arriscar muito ao vir aqui! Mas ainda bem que veio... (frente a frente) “Monstro das bolachas”?? Como se lembrou dessa?? Você não perde uma oportunidade para fazer uma piada!
Romeu: Não sou eu! É o quem escreve este texto!
Julieta: Não podemos ficar aqui... se meu pai sabe que aqui está... Será que nós poderíamos fugir?
Romeu: Fugir? Fugir para onde?
Julieta: Sei lá... para algum lugar onde ninguém nunca nos fosse procurar...
Romeu: Então tem que ser um lugar bem insignificante...
Julieta: Concordo... Já sei! Poderíamos ir para Portugal!
Romeu: Mas nós já estamos em Portugal!
Julieta: Deixa de ser idiota, Romeu! Nós estamos em Verona, na Itália!
Romeu: Então porque é que estamos a falar português?
Julieta: Porque quem escreve o texto não sabe italiano!!!
Romeu: Pois.. mas..
Julieta: O que é?
Romeu: Acho que não vai dar para nós fugirmos!
Julieta: Você está com medo!!
Romeu: Não é nada disso! Ora veja: nós agora estamos na Internet, e a Internet é um mundo virtual, e um mundo virtual não existe fisicamente em lugar nenhum. Então podemos concluir que, se nós não moramos em lugar nenhum como é que nós poderemos ir para outro lugar?
Julieta: Não entendi nada!
Romeu: Eu também não, mas foi esse o texto que me deram para decorar!

Cena 5
Dia seguinte, no jardim dos Capeletti.

Romeu: Porque chora?
Julieta: Oh! Romeu, não pode imaginar a desgraça que me aconteceu... Meu pai arruinou a minha vida! Vou ter de me casar no próximo sábado com um dos filhos da família dos Talharim!
Romeu: Mas que desgraça!
Julieta começa a soluçar.
Romeu: (desiludido) Logo este sábado que é a decisão do campeonato!

Cena 6
Na cela do Frei Lourenço.

Julieta: Frei, preciso da sua ajuda. Meu pai marcou meu casamento para o próximo sábado com um dos filhos da família dos Talharim.
Frei Lourenço: Meus parabéns, minha filha! Isso é óptimo!
Julieta: Mas eu não gosto dele, Frei! Eu amo o Romeu!
Frei Lourenço: O Romeu? Da família dos Raviolli? Mas ele é o seu inimigo!
Julieta: Ah!, Frei! Se um inimigo nos trata dessa maneira, como deveriam ser os amigos?
Frei Lourenço: E o que você pretende fazer, minha filha?
Julieta: Qualquer coisa, menos casar com um Talharim! Se ainda fosse para casar com um Spaghetti, eu até não me importava! Os Spaghetti são finos enquanto que os Talharim são chatos.
Silêncio por alguns instantes.
Frei Lourenço: Já sei!! Encontrei a solução! Vou-lhe dar um remédio que a fará dormir profundamente. Deverá tomá-lo no dia anterior ao seu casamento e assim todos vão pensar que morreu. No dia seguinte, ressuscita e casa-se com esse tal de Romeu.
Julieta: Será que vai correr bem, Frei?
Frei Lourenço: Não, claro que não vai dar certo! Esta é uma ideia sem pés nem cabeça, mas Shakespeare não conseguiu outra melhor!

E temos mais um momento de compromissos publicitários... não percam a próximo cena, que nós também não!

1 comentários:

Só uma sugestão para a parte III:

Se fores à Ryanair, vais ver que há voos de Verona para Frankfurt, ideais para fugas.
:P

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