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segunda-feira, abril 02, 2007

300




Várias coisas já não aconteciam há algum tempo. Ir ao cinema era uma delas. Ir jantar fora só nós os dois era outra. A razão para estas duas coisas não acontecerem desde sei lá quando dá pelo nome de Gabriel. Os jantares fora passaram a ser a um. Não a três, mas a um. Isto porque o pequeno acorda sempre na altura certa e alguém tem que segurar nele. Daí que jantamos à vez. Mas este fim-de-semana a coisa foi diferente. Tivemos quem tomasse conta dele. Então foi de aproveitar. Fomos jantar a um restaurante mediterrânico. Tudo muito giro, com um tipo a tocar guitarra e tudo. Mas com tanta gente no mundo e tantas as línguas faladas por essa gente toda, e tínhamos de calhar mesmo ao lado de uma mesa em que se falava espanhol. Enfim. Após jantar, regressámos a casa. O G. Lukas estava com febre e fomos verificar em que ponto ferviam as coisas. Como presente, parámos numa farmácia e comprámos uns supositórios. É claro que ele não achou muita piada à coisa e fez com que todos notássemos isso através da expulsão de gazes de uma forma algo agressiva aquando da dita inserção do medicamento sólido de forma cilíndrica. Não havia protesto que chegasse, aqueles 39C tinham de descer. Com as coisas já controladas, fomos tratar do caso da sétima arte. A primeira paragem foi perto de casa, no cinema da universidade. Sorte a nossa que decorria uma semana de filmes franceses, ao qual eu torci logo o nariz. Nada contra os avecs mas sem legendas compreensíveis, nada feito. Em inglês havia apenas Meet the Robinsons e Miss Potter. Dois filmes que não nos encheram o olho. Mas por falta de opções perguntámos à menina da caixa o que aconselhava. Ela aconselhou-nos a ir a outro sítio. Mencionou um 300, que já tinha ido ver duas vezes, e que na opinião dela era fantástico. Olhámos um para o outro... 300 não soava a nada, mas prontos.. assim fizemos. De volta ao carro e fomos até ao shopping Kringlan. Entrámos perto das salas de cinema e esbarramos logo num enorme poster alusivo ao dito cujo. Nesse cartaz apresentavam-se um guerreiros, ao estilo romano, e uns seres algo estranhos. Pensei, isto não aparenta grande coisa. Ou muito bem que é o Senhor dos Anéis ou juntar guerreiros e "macacões" sem mais nem menos não funciona. A menina da caixa confirmou a expectativas e elevou o mistério sobre o filme quando lhe perguntámos sobre o que tratava. Trata da guerra entre Espartanos e Persas, aconselho a verem! A menina não saberia, mas tratava-se da Batalha das Termópilas. Mais uma vez, assim fizemos, mesmo quando o cartaz não inspirava nenhuma confiança. Ocorreu-me na altura que a última vez que tinha ido ao cinema ver um filme que nunca tinha ouvido falar antes, mas que saí de boca aberta, e que acabei por o repetir uns dias mais tarde, foi o Fight Club, no Bom Sucesso. Desta vez, à porta do cinema, imaginava se estaria a momentos de outro grande filme sem ter noção de tal. Abriram as portas e entrámos. Dentro da sala estava um verdadeiro esterco. Se durante o tempo que intervalou o filme que íamos ver e o anterior, alguém se deu ao trabalho de limpar a sala, devo dizer que não se notava nem um bocadinho. Era como se a tal guerra que estávamos prestes a visionar tivesse ocorrido mesmo ali na sala e não na tela. Como entrámos no pelotão da frente, conseguimos uns lugares bem posicionados e razoavelmente limpos. Passaram os trailers de outros 5 filmes que me convenceram, pelo menos no momento, de regressar ao cinema uns dias mais tarde para os ver. Entre eles, o Transformers. Como grande fã das animações e coleccionador de um bom saco de pequeno exemplares em plástico, tenho a obrigação de ver o filme. E devo adiantar que os dois trailers que já vi até ao momento deixaram-me com uma boa impressão. Desligaram as luzes e começaram o filme. Como é óbvio, não vou contar como foi. Só vou dizer que saí de boca aberta. Um pouco por razões diferentes de quando vi o Fight Club. O FC prima em todos os aspectos possíveis. Este 300 prima pela excelente qualidade das imagens e cenários que são simplesmente "fabulásticos". Os ângulos e perspectivas em que o filme é apresentado, as cores, o som.. sim.. muito bom o som e a banda sonora. Sem dúvida que este não é um filme para esperar e ver quando sair o DVD, mas sim para ir ao cinema onde tiram partido do som das salas. A história é também bastante interessante, apesar de não ser surpresa. Com alguns momentos de humor, e outros de amor, o filme é na sua maior parte porrada forte e feia. Tudo com gráficos de se lhe tirar o chapéu. Este 300 faz o Gladiador fugir e esconder-se num buraco bem fundo, e até o grande Senhor dos Anéis fica tremido, se não mesmo aquém, no que toca a qualidade de imagem. Vão ver. Já! Mas não esperem uma fiel reprodução dos factos históricos. Embora o filme se baseie na Batalha das Termópilas, não se restringe e dá largas uma batalha com estilo.





We Spartans have descended from Hercules himself. Taught never to retreat, never to surrender. Taught that death in the battlefield is the greatest glory he could achieve in his life. Spartans: the finest soldiers the world has ever known.

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4 comentários:

é mesmo bom???

na apresentação fiquei com a ideia que não era grande espingarda... e eu até curto filmes épicos...
é sim... mas apenas na minha opiniao! :)
Estreia hoje em PT!Depois comento:P
A ver se tens razão!
por Blogger Joana, Às 1:46 da tarde  
olha a coincidencia quando recebo um convite dum amigo pra ir ver esse filme - n fosses tu e n saberia do q tava ele a falar...
Mas é ... humm.... vim de lá com muita vontade de bater em gente mas à força :D tá, cmg n eh dificil chegar a esse ponto, so q tava desta apetecia-m bater em gente, mas com um sorriso nos labios :D
Pralém de que os senhores andam apenas de capa e coquilha a matar gente - muuuuuito de homem :)))
Finalizo com o meu ar d espanto sobre a presença dum dito brasileiro no elenco - levou-m um tempo a perceber quem ele era... Tinhas razão nos pontos que focaste da musica, da acçao, do modo cm ta filmado. Gostei, sim sr e aconselho :)
Jinhos
por Blogger LSDee, Às 6:54 da tarde  

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